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quinta-feira, 10 de maio de 2012

Deviant Moon Tarot






Este deck é ao meu ver feito para leituras sem pudores, sem medos de confrontar o nosso lado mais denso.



É um deck ousado, ele transfere às lâminas de forma visceral um mundo imaginário impregnado por seres animalescos, bestiários, antropomorfos. Todos pautados pela Lua... E penso eu que de lunáticos todos temos um pouco ou muito. Assim decidir por uma leitura com este deck é decidir abrir  os portais dos nossos submundos.




Logo nem todos estão preparados para tal mergulho. Um mergulho abissal, longo e sem volta garantida.

Seu autor, Patrick Valenza, para criá-lo se baseou em suas pesquisas e laboratórios vivenciais mediante passeios em cemitérios, hospícios, orfanatos abandonados, fábricas desativadas, todos do século 18. Como pano de fundo temos então o ambiente metálico ou árido desses cenários.









Cada corte, cada naipe toma para si um aspecto preponderante, seja um verdejar canibalesco, quase humano mas aonde um mundo selvático fantástico se impõe. Seja um mundo metálico aonde a mecanização impera, seja um mundo urbano soturno aonde o além é pauta.

Aliás ao todo, o que marca no leitor é aquela sensação de estarmos lidando com o mundo do além, com seres desprovidos de humanidade de carne e osso, que não conseguiram tal fato aceitar e se prendem a este mundo dos vivos usando como ponte um metamorfosear com o mundo animal, vegetal ou incorporando-se como almas a objetos que em vida com eles mantiveram uma conexão...




É impossível não lembrar com esse deck do livro O Desfiladeiro do Medo de Clive Barker, pois os personagens das cartas, muitas vezes transpiram o lado animalesco visto no livro, transmitem pinceladas dementes de auto-ilusão... Um ato desesperado para não desfazer-se da sua humanidade num possível post mortem [ao meu ver].

Ou em base ao pano de fundo podemos pensar tal deck numa mesa da casa da serie American Horror Story... Não seria este o cenário ideal?




Para devaneios é de bom tom também, mas não aqueles devaneios sem eira nem beira, mas sim para aqueles aonde nosso desejo é identificar de forma crua e nua o que mantemos dentro de nós.

Se você se permitir perceberá em cada uma das 78 cartas uma ambivalência escancarada, a contenção dum inverso claro, lado a lado com seu conceito primeiro.

Uma simples passada de olhos se torna uma detalhada autopsia do nosso inconsciente com estas cartas. O digo por experiência própria.
Quiçá se dê assim por ter eu meu lado soturno bem alimentado, quiçá para um outro o deck não desperte nada...

Deviant Monn Tarot não é propício para leituras superficiais, rasas, ele é para névoas densas, para águas pantanosas, e para quem não teme o que se esconde na escuridão.


Sempre grata,

Luciana Onofre

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Lua Nova em Novembro



Decidi que apenas um arcano pauta esta Lua Nova.
Creio que a carta que escolhi [ou fui escolhida por ela?] É mais do que auspiciosa!

 Rei de Paus!


Dentro do meu contexto geral e íntimo nada poderia ser mais adequado e alentador...









Usei para esta pequeníssima leitura o maravilhoso Deviant Moon Tarot.

O quê me diz ao ouvido este Rei?

Ele de forma firme me fala sobre ser um tempo de exercer minha maturidade, resolver coisas e questões com segurança e brio, de expor minha energia e usar a sabedoria que aquela maturidade me proporcionou...

Também discorre sobre ser tempo de ver surgir coisas boas advindas de atos íntegros, sérios, honestos... 
E sim, antes de mais nada sou honesta, sou íntegra, não apenas por que o mundo espera isso, mas por que isso sou eu, e tudo o que este Rei de Paus disse calha por completo num emaranhado de situações e questões que se erigiram ao meu entorno.

Em qualquer manual de tarot você irá encontrar dentre os atributos deste arcano, o valor de ser um bom amigo, me considero boa amiga. Não apenas olhando e objetivando meus benefícios, afinal amizade é uma dinâmica no mínimo dual, mas sim pensando no outro lado... Para isso tenho com frequência me colocado do outro lado, inclusive ou até, quando o outro lado não se mostra muito claro.
Penso que assumindo esse espaço do outro, posso eu, Luciana, saber lidar melhor com as pessoas.

Assim não quero mesmo, para todos os meus relacionamentos como amiga, o que não desejo para mim.

A magnífica coragem que este arcano emana, é recebida por mim de braços e coração abertos. Afinal ela é algo que dorme e acorda comigo. [apenas passou um tempinho em estado passivo].
Quiçá sem ela não seja eu, eu.

Da ambição que ele determina, posso dizer que ambiciono muito, sim... Porém o status quo de certas ou muitas coisas mudou para mim, e hoje  eu vislumbro outros parâmetros para pautar a ambição. 

Mas nos últimos meses essa ambição de vida, de futuro a médio e longo prazo, andou se esvaziando. De forma em que ter este arcano nesta Lua Negra, é um presente. Valioso e prezado.

Vou tomar com unhas, e dentes, esse empreendedorismo que O Rei de Paus trouxe!

Grata,

Luciana Onofre


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