terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Clímax


O Tarot é vivo, isso é algo já cantado e decantado em tempos e eras.

Por ser algo vivo, por ser algo que emana energia, a capta, a transmuta, por interagir com meios e pessoas, ele torna real na nossa vivência como o oráculo momentos clímax.

Momentos clímax que nem sempre podem acontecer como ações positivas.
Seja por uma leitura errônea, seja por uma perda anunciada, ou pela simbiose que com e para com ele se constroe [ou desconstroe?].

Fazendo um retrospecto anual, ou semestral, eu percebo que sempre é construção ou no mínimo recolocação de fatos, pessoas, status quos.

O Tarot pode se o permitirmos, alterar a percepção humana, não apenas no que tange ao futuro, ao mundo que está por vir, mas [e considero isto mais sensível ainda] alterar a percepção que temos de nós mesmos como pessoa; como coletivo; como humanos.

Dos momentos clímax do último semestre eu vi isto se dar.
E senti que nesse caos que podia ter se imposto, o Tarot estaria perdendo peso, importância e dando passagem a um fazer bem distante daquilo que em base ele inspira.

Eu prefiro entender ao Tarot numa outra faceta, a mim não resignifica nada em absoluto o seu uso como degrau de poder, de gana, de ambição, de rixa e na mais patética das opções, de salão de exposição das misérias humanas...

Sinto que se por essas trilhas se deixa ir, a pessoa e o coletivo no momento menos pensado se descobrem não mais taromantes, tarófilos, tarólogos, e sim antropófagos dos lados negros, num rito de auto-alimentação em negação do que dorme em si escondido, daquilo que execra no outro mas é reticente em ver em si.

Tornar isso possível é mais fácil do que tecer anos a fio[s] um fazer de somas, mais fácil do que ler, do que estudar, do que mergulhar em lâminas e signos, símbolos, significantes e significados.

Interação é necessária, saber conviver é essencial, imprimir uma imagem de dissociação, de desagregação, de dissolução nem sempre é passível de retrocesso...



Não é esse o clímax que escolho atingir.

Luciana Onofre



3 comentários:

  1. Somos tarólogos e o tarot tem de ser um bom amigo... quando se torna um chege tirano, tem aluma coisa errada...

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  2. Estou FARTA de ironias, de ameaças, de diz-que-me-diz, de gangorrinhas de tarot, de ensaios de cabo de guerra, de sou mais e tal...

    De tramoias, de conchavos, de lados, de infantilidades.

    A única coisa que se consegue com isso é fazer com que neófitos entendam de forma errada ao tarot, e outros como eu, que sempre estiveram fazendo sua parte aparte de grupos: não desejar mais grupos.

    Que cada um viva como pode, e deixe ao mundo do Tarot limpo dessas mesquinharias e atitudes patéticas.

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