quarta-feira, 9 de abril de 2014

Thoth e Eu.


O Thoth sempre me deixou apreensiva.
É fato, e de conhecimento público.

Mas a Roda gira, e ainda bem, pois sem esse giro eu não o teria hoje em mãos, não teria em mãos um resgate do meu passado, da leitura do meu devir num passado distante.

A Roda girou levando para longe alguém que já valeu post neste blog, amiga querida, amada que usando este deck viu e anteviu muito do que vivenciei a curto, médio e longo prazo como trilha.
Chegou junto a outros decks da sua coleção pessoal, e livros mil.

Imagem: Luciana Onofre / 2014

Imagem: Luciana Onofre / 2014

Quando abri uma das 5 caixas que ela me deixou, e o vi,  confesso que me assustei, um vento gélido desceu pelo meu ventre, e a pergunta: Deuses o que farei agora? surgiu em minha mente de forma automática.


Continuei explorando as caixas, e elas [as cartas] ficaram sobre a mesa, ao longo de quase um dia.

A noite, decidi que elas iriam dormir no meu criado mudo. A espera de que o dia seguinte trouxesse junto a ele uma solução para aquele "Deuses o que farei agora".

E de fato a luz se fez.
Não apenas com o raiar do sol, mas no decorrer daquela noite.
Tive os sonhos mais nítidos, quadrimensionais jamais imaginados ou esperados. Sonhos aonde a presença de algo sobrenatural era preponderante.


Percebi de cara que tudo isso tinha a ver com aquelas cartas, deitadas na mesa, quase à altura da  minha cabeça. Porém quis tirar a prova.
As coloquei longe na noite seguinte e nada de sonhos hiper realistas, as devolvi ao criado mudo, e pasmem! lá estavam de volta os sonhos, sonhos premonitórios, surreais, hiper reais, ou como queiram denominá-los.

Mas de aonde veio toda essa minha reticência para com esse deck?
Ela existiu por muitos anos, diria que uma década completa.   Pois há uma estória sobre ele para com mulheres Bruxas desta Ilha que me causou impacto negativo, e não haveria como ser diferente: Uma taróloga famosa aqui nestas terras faleceu sozinha, tendo sido encontrada alguns dias depois com  este deck quase na mão. Outra taróloga me confessou que após adquiri-lo coisas estranhas lhe tinham ocorrido. Então assim a coisa toda [sobre sua negatividade] se cimentou em mim.

Antes dele, tive a oportunidade de possuir um outro inspirando nos seus traços e configuração, o Crow Tarot, e em definitivo pensei que nada correlato a ele me seria confortável. Me desfiz do Crow após passar literalmente mal ao manuseá-lo, ao toca-lo.

Em janeiro deste ano realizei um desejo, o de adquirir o Mary-El Tarot. Publicado pela Schiffer.  Este conjunto de cartas me atraíra muito, seduzira, a ponto de sonhar com ele, de ficar minutos apreciando suas imagens na internet. E em qual baralho ele tomou suas bases? No Thoth!

Penso eu que a chegada do Mary foi um preâmbulo que a vida ofertou a modo de aviso, de me dizer: se prepare pois vem aí o Thoth, e você verá que este em particular vindo pelas mãos da Bete, é o SEU Thoth.


Imagem: Luciana Onofre / 2014

As coisas hoje estão em suas devidas "casas", as coisas materiais e as espirituais... Confirmando que TUDO possui seus tempos para vir a ser.

Ele, continua velando meus sonhos, e fazendo deles uma via expressa para outros estados, mundos e devires.


Imagem: Luciana Onofre / 2014


A missão do momento para com ele, pois ele mesmo pede isso, é adquirir uma caixa de madeira escura, rústica, com dimensões exatas a aquelas que surgiram anotadas, rabiscadas em papel jornal num sonho meu. E assim será.



Sempre grata,

Luciana Onofre


PS: Para adquirir cada um dos decks aqui elencados visite Amor Próprio, da querida Priscilla Lhacer. Eu recomendo.

3 comentários:

  1. Interessante que eu tb ganhei o meu.O primeiro eu comprei na versão gigante,para estuda-lo com olhar de arte,pq são telas pintadas em aquarela. Qdo engravidei a carta da Carruagem desapareceu e nunca mais foi vista. Este ano a amiga de uma grande amiga (q me conhece de historias mas nunca me viu ou conversou comigo) se desfez do Thot q usava há anos .Se desfez por questões religiosas e disse à minha amiga: leva pra Iony,pq agora esse taro é dela e a gente tem q respeita-lo.
    E assim,está nascendo a minha relação com meu Thot,q amo muito,q é meu deck do coração!!

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  2. O meu veio pelas mãos da minha irmã Daniella Dupont, marcando que na minha familia tarot é um family business hehehe . Teve o mesmo impacto em mim...e sinto que deveria me dedicar mais e mais a ele.

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  3. Eu vejo assim que a coisa toda com ele, é ele mesmo quem pauta =)

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